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2024

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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PROTOCOLO DE ABORDAGEM DE DOENTE PEDIÁTRICO COM SINTOMAS PSICÓTICOS NO SERVIÇO DE URGÊNCIA

Nádia Barradas1; Sofia Vaz Pinto2

1 - Pedopsiquiatria, Unidade de Pedopsiquiatria da Segunda Infância, Hospital Dona Estefânia, ULS São José
2 - Pedopsiquiatria, Unidade de Pedopsiquiatria da Primeira Infância, Hospital Dona Estefânia, ULS São José

- Apresentado nas Jornadas de Pedopsiquiatria de Urgência, na Mesa Protocolos Clínicos Específicos de Atuação em SU

Resumo:
Introdução: A apresentação de sintomas psicóticos em idade pediátrica, embora rara, representa uma situação clínica de elevada complexidade e potencial gravidade, exigindo uma abordagem estruturada e célere no contexto do serviço de urgência. O tempo decorrido entre o início dos sintomas e a intervenção está diretamente relacionado com o prognóstico, particularmente em primeiros episódios psicóticos (PEP).
Métodos: Foi desenvolvido um protocolo de atuação para o Serviço de Urgência de Pediatria e Pedopsiquiatria do Hospital Dona Estefânia, com base em revisão da evidência clínica mais recente. O protocolo define procedimentos de avaliação clínica, exames complementares de diagnóstico, critérios de internamento e articulação com outras especialidades, tendo como objetivo principal orientar a abordagem diagnóstica e terapêutica inicial.
Resultados: O protocolo organiza a avaliação do doente em várias fases: (1) estabilização clínica e segurança; (2) colheita dirigida de anamnese e exame do estado mental; (3) exclusão de causas orgânicas (neurológicas, infeciosas, metabólicas, autoimunes, tóxicas); (4) realização de exames complementares e (5) ponderação de internamento com base na gravidade dos sintomas, risco e contexto familiar. São também descritas estratégias de comunicação, de contenção não coerciva e de promoção do vínculo terapêutico.
Conclusões: Este protocolo propõe uma abordagem sistematizada e humanizada da psicose em idade pediátrica no serviço de urgência, facilitando a identificação precoce de causas subjacentes, o início rápido da terapêutica e a adequada referenciação. A implementação deste modelo contribui para melhorar a qualidade e segurança dos cuidados prestados, reforçando a articulação entre equipas e a resposta integrada às necessidades complexas destes doentes.

Palavras Chave: Adolescentes, Crianças, Psicose, Serviço de Urgência