1 - Pedopsiquiatria, Unidade de Internamento de Pedopsiquiatria, Hospital Dona Estefânia, ULS São José
2 - Pedopsiquiatria, Unidade de Internamento de Pedopsiquiatria, Hospital Dona Estefânia, ULS São José
3 - Serviço de Pediatria, ULS Amadora-Sintra
4 - Pedopsiquiatria, Unidade de Internamento de Pedopsiquiatria, Hospital Dona Estefânia, ULS São José
5 - Serviço de Psiquiatria, Unidade Local de Saúde do Arco Ribeirinho
6 - Pedopsiquiatria, Unidade de Internamento de Pedopsiquiatria, Hospital Dona Estefânia, ULS São José
7 - Pedopsiquiatria, Unidade de Internamento de Pedopsiquiatria, Hospital Dona Estefânia, ULS São José
- Publicação em versão integral na revista Gazeta Médica
Resumo:
Introdução: As perturbações do comportamento alimentar (PCA) são patologias com alta morbilidade e significativo impacto na vida de crianças e adolescentes. Trata-se de doenças biopsicossociais, envolvendo fatores de natureza individual, familiar e sociocultural. Apresentam elevada comorbilidade com outras perturbações psiquiátricas. As complicações orgânicas são comuns.
Objetivos: O nosso objetivo foi caracterização dos doentes internados com diagnóstico principal de Perturbação do Comportamento Alimentar na Unidade de Internamento de Pedopsiquiatria do HDE durante o ano de 2022. Descrição das características dos doentes do ponto de vista familiar, social e médico e dos respetivos internamentos e seguimentos.
Métodos: Estudo retrospetivo, descritivo, a partir da consulta do processo clínico dos doentes internados na Uni- dade de Internamento de Pedopsiquiatria do HDE com o diagnóstico de PCA de janeiro a dezembro de 2022 (inclusive). Posteriormente foi realizada uma análise descritiva dos dados e tratamento com recurso ao programa SPSS.
Resultados: De um total de 48 doentes, a média de idades foi de 14 anos e 4 meses, sendo a maioria (95,8%, n=46) do sexo feminino. A maioria (77,1%, n=37) correspondia a uma anorexia nervosa tipo restritivo, 20,8% (n=10) a uma anorexia tipo ingestão compulsiva/purgativo e um caso de perturbação de ingestão alimentar evitante/restritiva. As perturbações depressivas foram a comorbilidade mais frequente (25%, n=12).
Conclusão: O tratamento das PCA deve ser feito a partir de uma abordagem multidisciplinar. Será importante, no futuro, uma reflexão sobre os principais motivos que conduzem à necessidade de reinternamento.
Palavras Chave: Anorexia; Hospitalização; Perturbação do Comportamento Alimentar; Pedopsiquiatria


