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2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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CONSULTA DE VERTIGEM PEDIÁTRICA DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA- CASUÍSTICA DE 4 ANOS

José Colaço, Inês Moreira, Luísa Monteiro.

Otorrinolaringologia, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar Lisboa Central, E.P.E.

 - Comunicação Oral apresentada no 59º Congresso Anual da SPORL (Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e CururgiaCervico-Facial), VISEU, 2012
 - Comunicação Livre: Reunião do Nucleo Sul, ORL em MGF em Évora. Este trabalho tem o objetivo de posterior publicação em revista cientifica.

Objetivo: Pretende-se avaliar as características da vertigem das crianças que recorreram à consulta, bem como o seguimento efetuado.

Materiais e Métodos: Estudo retrospetivo, com consulta dos processos clínicos, de todas as crianças que recorreram à consulta de vertigem entre Fevereiro de 2008 e Outubro de 2012. Foi feita análises estatística descritiva dos dados obtidos.

Resultados: A população estudada foi de 161 crianças com idades compreendidas entre os 1 e os 18 anos. A grande maioria das crianças foi referenciada pela neurologia e Otorrinolaringologia. Em todas as consultas foi preenchido um inquérito específico para a vertigem, com vários itens como: idade de aparecimento do 1º episódio; características da vertigem e a sua periodicidade; sintomas associados como cefaleias e vómitos; fatores precipitantes; história familiar, nomeadamente de enxaqueca. Foram igualmente registadas, alterações recentes no comportamento ou no rendimento escolares. Os casos positivos foram referenciados à consulta de Psicologia (integrada no âmbito da consulta de vertigem).
Todas as crianças realizaram avaliação audiológica e timpanométrica, e quase todas realizaram Potenciais otolíticos (VEMP). A maioria não realizou videonistagmografia, TC ou RMN. Os dados obtidos foram submetidos a tratamento estatístico descritivo.

Conclusão: Nas crianças seguidas na nossa consulta, a vertigem é geralmente benigna. A causa mais frequente é a vertigem associada a enxaqueca ou a vertigem paroxística da criança. No entanto, é necessário uma equipa multidisciplinar para excluir patologia central, oftalmológica ou do foro psiquiátrico.

Palavras-chave: