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2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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PRESCRIÇÃO FARMACOLÓGICA DE PSICOFÁRMACOS NA UNIDADE DE DESENVOLVIMENTO DO HDE

Nuno Pangaio1, Tânia Moreira1, Sílvia Afonso1, Patrícia Lopes1, João Estrada1

1-Unidade de Desenvolvimento, Hospital Dona Estefânia

- Sessão Clínica da Área de Pediatria Médica, 22 de Julho de 2014

Nas últimas décadas, com a mudança do paradigma da patogénese e abordagem terapêutica das doenças mentais, assistiu-se a um aumento do número de fármacos disponíveis para tratamento destas, com elevada eficácia e com um perfil de efeitos secundários que os tornam progressivamente mais apelativos para utilização como primeira linha. Na idade pediátrica, porém, os medicamentos aprovados são ainda escassos, as indicações restritas e o conhecimento dos seus efeitos secundários a curto e longo prazo são ainda igualmente limitados. Nas crianças com patologia do neurodesenvolvimento, em que os diagnósticos são evolutivos, as patologias multidisciplinares e a sintomatologia de difícil classificação nosológica, a abordagem farmacológica é particularmente difícil. A acrescer a esta dificuldade, não existem instrumentos padronizados para aferição da patologia do comportamento em crianças com desenvolvimento atípico. No entanto, na idade pediátrica assiste-se, tal como nos adultos, a um aumento da utilização de psicofármacos, muitas vezes com indicações off-label, por vezes com apenas ganhos marginais ou difíceis de avaliar objetivamente. Nesta sessão clínica far-se-á uma breve revisão teórica sobre os fármacos mais utilizados na consulta de desenvolvimento. Apresentar-se-ão igualmente dados de um estudo retrospetivo descritivo abrangendo uma amostra de crianças observadas na Unidade de Desenvolvimento do HDE no período de 6 meses compreendido entre 1 de Dezembro de 2013 a 31 de Maio de 2014, incidindo explicitamente sobre as patologias observadas, os fármacos prescritos e o impacto da sua prescrição na dinâmica da própria Unidade de Desenvolvimento, uma vez que os doentes medicados consomem uma significativa parte dos recursos, obrigando a consultas e contactos telefónicos adicionais, bem como deslocações ao hospital e ao centro de saúde para vigilância e reavaliação.

Palavras Chave: fármacos, indicações, restritas.