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2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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NUTRIÇÃO ÓSSEA: DA COMPATIBILIDADE MINERAL NAS SOLUÇÕES DE NUTRIÇÃO PARENTÉRICA À DEPOSIÇÃO ÓSSEA

Luís Pereira-da-Silva1-3

1 - Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa central
2 - NOVA Medical School/ Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de Lisboa
3 - Dietética e Nutrição, Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Lisboa.

- Mesa redonda - XV Congresso Anual da APNEP. Matosinhos, 27/04/2014

Os recém-nascidos muito pré-termo (<32 semanas) têm importante risco de doença metabólica óssea, por perderem parte ou a totalidade do terceiro trimestre de gestação, em que ocorre a maior parte da deposição mineral intrauterina. A maioria destes não tolera quantidade suficiente de nutrição entérica nos primeiros dias de vida e os nutrientes, incluindo cálcio (Ca) e fósforos (P) têm que ser administrados por nutrição parentérica (NP).
Um dos principais desafios da nutrição óssea nesta população é atingir elevadas concentrações compatíveis de Ca e P nas misturas de NP e garantir uma adequada deposição mineral. Os principais fatores que promovem a compatibilidade de Ca e P nas misturas de NP incluem o pH baixo da solução final de modo a formar-se mais fosfato monobásico, baixa temperatura, sequência da adição de Ca e P, utilização de sais orgânicos de Ca e P, elevada concentração final de aminoácidos com inclusão de cisteína e a presença de lípidos em misturas “3 em 1”.
Os precipitados de Ca e P nas soluções de NP podem ser sólidos, como material cristalino, ou líquidos, sob forma separação de fase. Os precipitados insolúveis podem ocasionar embolia microvascular pulmonar, pelo que se recomenda filtros apropriados nos sistemas de administração. Outras complicações decorrentes da administração de soluções hiperosmolares de NP contendo Ca e P, incluem a necrose e lesão tecidular em caso de extravasamento na perfusão periféricae a tromboflebite de perfusão, para o que também contribui a natureza acídica das misturas.  

Palavras Chave: compatibilidade mineral, deposição óssea, nutrição óssea, nutrição parentérica