imagem top

2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

CHULC LOGOlogo HDElogo anuario

ESCROTO AGUDO: COMO AVALIAR?

Renata Jogo, Ana Nunes, Eugénia Soares

Serviço de Radiologia (setor 5) - Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE, Lisboa
CNR 2014 – XII Congresso Nacional de Radiologia – “Oncologia. Urgência.” – Tróia, 7 a 8 de maio de 2014.

Escroto Agudo define-se como o início súbito de dor e aumento do volume do escroto. É uma situação clínica frequente na urgência pediátrica e requere um diagnóstico preciso e atempado com vista à sua terapêutica adequada.
Em idade pediátrica o escroto agudo é mais frequentemente causado por torção de apêndice testicular, epididimite e torção do testículo.
A ecografia em Modo-B e Doppler, nos equipamentos modernos atualmente disponíveis, é a técnica imagiológica de escolha para avaliação da patologia escrotal aguda. Demonstra excelente detalhe anatómico e permite avaliação da vascularização dos componentes escrotais, com rápida diferenciação entre lesões que requerem cirurgia emergente (torção do testículo, rotura traumática) e situações apenas passíveis de terapêutica conservadora (epididimite, torção de apêndice testicular).

Outras técnicas de imagem, como a Cintigrafia e a Ressonância Magnética, não têm habitualmente indicação neste contexto de urgência.

Descrevem-se detalhadamente os aspetos patológicos objetivados no estudo ecográfico nas diversas entidades que se manifestam como escroto agudo.