imagem top

2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

CHULC LOGOlogo HDElogo anuario

A NEFROLOGIA, PARCEIRA INTERDISCIPLINAR COM UMA TÉCNICA DE DEPURAÇÃO/REPOSIÇÃO, COMPLEMENTAR – PLASMAFERESE - A NOSSA EXPERIÊNCIA

Ana Paula Serrão1, Carlos Escobar1, Nélia Costa1, Vânia Sousa1

1 – Unidade de Nefrologia, Hospital Dona Estefânia
- Sessão Clínica de Área de Pediatria Médica, 25 de Novembro de 2014

A Plasmaferese é uma modalidade de terapêutica extracorporal que tem como objectivo a remoção de factores circulantes patogénicos (anticorpos, imunoglobulinas, toxinas, proteínas anormais) e/ou a reposição de componentes plasmáticos em falta (como na PTT). A Plasmaferese consiste na separação do plasma dos elementos celulares do sangue, recolha do plasma do doente e reinfusão dos componentes celulares e do líquido de substituição (plasma ou albumina 5%) do plasma  removido.
A Plasmaferese, em 1959, foi pela primeira vez usada no ser humano e realizada manualmente. Desde então, assistiu-se a uma progressiva diferenciação tecnológica, pelo que hoje dispomos de sofisticadas máquinas automatizadas que a tornam mais eficiente e segura, particularmente no que à Pediatria concerne. São múltiplas e interdisciplinares (na Nefrologia, Neurologia, Reumatologia, entre outras) as indicações para o uso da Plasmaferese na Pediatria. A Plasmaferese é mais uma técnica de tratamento extracorporal realizada na Unidade de Nefrologia, que em 2003 pela primeira vez a efectuou, num doente nefrológico, com SNCR (Síndrome Nefrótico Corticorresistente) – secundário a GSF (Glomeruloesclerose segmentar e focal); desde então foram realizadas sessões de plasmaferese em mais 14 doentes com diferentes patologias.

É esta experiência que vimos partilhar.


Palavras Chave: plasmaferese, celulares, extracorporal.