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2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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TRAUMATISMO HEPÁTICO E ESPLÉNICO NA CRIANÇA – REVISÃO DA CASUÍSTICA DE 5 ANOS DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA

Aline Vaz-Silva1, Sara Batalha2, Maria Knoblich1, Cristina Borges1, Paolo Casella1.

1 - Serviço de Cirurgia Pediátrica, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar Lisboa Central, E.P.E.;
2 - Serviço de Pediatria Médica, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar Lisboa Central, E.P.E.

- Congresso Nacional de Cirurgia Pediátrica, Trauma Pediátrico, 16 e 17 de Março de 2012, Lisboa (Comunicação Livre).

Introdução: A criança é mais susceptível ao traumatismo abdominal fechado devido às suas particularidades anatómicas. No entanto, a sua maior reserva fisiológica permite o tratamento conservador na maioria dos casos.

Objectivo: Análise retrospectiva de doentes internados no nosso serviço com diagnóstico de traumatismo hepático e/ou esplénico por trauma abdominal.

Métodos: Foram analisados internamentos de Out/2006 a Out/2011 com diagnóstico de traumatismo abdominal com traumatismo hepático e/ou esplénico.

Resultados: Dos 25 doentes incluídos na série (68%♂, média 9 anos), 88% foram transferidas de outros hospitais. O principal mecanismo de lesão foi queda(48%). Cinquenta e seis por cento dos doentes tiveram internamento na Unidade de Cuidados Intensivos (duração média: 5 dias). A duração média total de internamento foi 11 dias. Todas foram submetidas a avaliação imagiológica(eco abdominal+TC–60%; eco–36%, TC–4%). Identificou-se lesão esplénica em 15(grau I-1, grau II–6, grau III–6, grau IV–2), lesão hepática em 9 (grau II–4, grau III–3, grau IV-2) e ambas em 1 doente. Existiam outras lesões intra ou extra-abdominais em 52%. Todas tiveram tratamento conservador. Três doentes fizeram transfusão de concentrado eritrocitário(CE) por instabilidade hemodinâmica. Nenhuma foi submetida a intervenção cirúrgica ( 2 foram transferidos já com cirurgia prévia). Nenhum doente apresentou sequelas valorizáveis a nível hepático ou esplénico durante o seguimento posterior.

Conclusão: Na nossa amostra, o baço foi o órgão mais frequentemente afectado. Apesar da gravidade de alguns casos, o tratamento conservador provou ser eficaz, não tendo sido observadas sequelas à distância no seguimento.

Palavras-chave: trauma pediátrico – traumatismo abdominal – traumatismo esplénico – traumatismo hepático.