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2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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PROTOCOLO DE EXPOSIÇÃO ACIDENTAL A PICADA DE AGULHA E ABUSO SEXUAL - PROTOCOLO DA SOCIEDADE DE INFECCIOLOGIA PEDIÁTRICA DA SPP

Joana Cotrim1, Maristela Margatho2, Patrícia Mação3, Susana Santos4, Eurico Gaspar1, Graça Rocha2, Arminda Tavares3, Maria João Brito4.

1 – Serviço Pediatria, Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro;
2 – Hospital Pediátrico Carmona da Mota;
3 – Serviço de Pediatria, Centro Hospitalar Cova da Beira, E.P.E.;
4 – Unidade de Infecciologia, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar Lisboa Central, E.P.E.

- Reunião do Grupo de Trabalho do VIH na criança e da Sociedade de Infecciologia Pediátrica da SPP. Évora, 14 de Setembro de 2012.

Introdução: O contacto acidental das crianças com líquidos biológicos com risco de transmissão do vírus da hepatite B (VHB), C (VHC), vírus da imunodeficiência humana (VIH) e outros agentes de transmissão sexual provoca grande ansiedade aos pais e é causa de recurso aos serviços de urgência.
A exposição acidental inclui a picada por agulha de seringa abandonada e abuso sexual. O risco de transmissão é habitualmente baixo, no entanto é da responsabilidade do clínico informar e minimizar a possibilidade de ocorrer doença.

Objectivo: definir uma política comum a todos os hospitais e garantir acesso aos cuidados mais adequados a todas as crianças. Os autores pretendem apresentar uma proposta de protocolo de profilaxia após exposição acidental a picada de agulha e abuso sexual em idade pediátrica.

Métodos: revisão sistemática da literatura no que diz respeito às recomendações actuais referentes à profilaxia após picada ou abuso sexual em crianças.

Conclusões: As infecções potencialmente transmissíveis pela picada são a hepatite B (VHB), a hepatite C (VHC), a síndrome de imunodeficiência adquirida (VIH) e o tétano. O risco teórico de infecção dependerá de vários factores, nomeadamente da presença do vírus no objecto cortante/penetrante e da possibilidade de transmissão de quantidades suficientes do vírus, de forma a poder infectar a criança.
Relativamente à aquisição de uma doença sexualmente transmissível (DST) após abuso sexual esta vai depender da prevalência de DSTs na comunidade, número de abusadores, tipo e frequência do contacto, infecciosidade dos microrganismos em causa, susceptibilidade da vítima às infecções e terapêutica com antimicrobianos. A presença de sinais clínicos de DST relaciona-se com intervalo de tempo decorrido entre o abuso e a observação médica.
Neste sentido propõe-se um protocolo de actuação após picada acidental com agulha ou abuso sexual com medidas gerais e especificas a tomar em relação a cada eventual agente infeccioso e um algoritmo de actuação.

Palavras-chave: protocolo, exposição acidental, picada de agulha, abuso sexual, sociedade de infecciologia pediátrica.