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2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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OSTEOMIELITE PRIMÁRIA: COMO GOVERNAR

Rosário Malheiro1, Ana Fernandes1, Jorge Pinheiro1, Lurdes Jorge1, Luís Varandas2, Marta Conde3.

1 - Unidade de Estomatologia Pediátrica, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar Lisboa Central, E.P.E.;
2 - Unidade de Infecciologia, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar Lisboa Central, E.P.E.;
3 - Unidade de Reumatologia Pediátrica, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar Lisboa Central, E.P.E.

- Sessão de Encerramento das Comemorações do Centenário da Especialidade de Estomatologia, Ordem dos Médicos, Porto, 25 de Maio de 2012.

Introdução: A osteomielite mandibular primária é rara e carece de diagnóstico diferencial com entidades clínicas semelhantes; é designada por terminologia confusa, conhecendo-se-lhe 21 nomes distintos. O interesse dos estomatologistas por esta entidade justifica que seja revista, a partir de um caso clínico.

Caso clínico: Rapaz de 12 anos, com Sindroma de Dandy-Walker conhecido, apresentando tumefacção hemimandibular esquerda, lentamente progressiva, com 2 meses de evolução, acompanhada de dor e limitação franca da abertura bucal, com evolução por surtos. Foi medicado por dentista, por duas vezes, com amoxicilina+ácido clavulâmico e ibuprofeno, sem sucesso, na sequência do que se apresentou no serviço de Urgência. A metade posterior do ramo horizontal esquerdo encontrava-se ocupada por tumefacção muito ligeiramente depressível, alongando-se ao ramo ascendente homolateral, não se conseguindo palpar o pavimento. A ortopantomografia revelava assimetria mandibular franca, com aspecto heterogéneo, na zona referida, alternando áreas irregulares, hipertransparentes, com áreas radiopacas. A relevância da perda estrutural óssea e sua extensão foi melhor caracterizada por TAC da face, posteriormente. Fez biopsia óssea, com diagnóstico de osteomielite crónica, sendo submetido a terapêutica com flucloxacilina e clindamicina, por 15 dias, sem melhoria clínica. Foi submetido a estudo dos restantes ossos da cabeça, tórax e ossos longos, bem como a cintigrafia. Viriam a fazer-se novas biópsias, para PCR e iniciado tuberculostáticos, depois suspensos, iniciando terapêutica com indometacina que induziu melhoria progressiva, com diminuição do volume da tumefacção, da dor e limitação de abertura e reformulação estrutural, radiológica, do osso mandibular.

Discussão: Os autores apresentam, em PPT, resumo imagiológico de 3 casos clínicos relevantes, sob o ponto de vista do diagnóstico diferencial, um de Osteomielite Odontogénica, outro de Osteomielite Tuberculosa Mandibular e outro de Displasia Fibrosa, explanando os aspectos terapêuticos, médicos e cirúrgicos, destas entidades.

Palavras-chave: osteomielite odontogénica, osteomielite tuberculosa, displasia fibrosa.