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2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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DOENÇA DE KAWASAKI. VELHAS TERAPÊUTICAS. NOVOS PROTOCOLOS

Sílvia A. Gomes1,2, Catarina Gouveia1, Tiago Silva1, Flora Candeias1, Fátima Pinto2, Maria João Brito1

1 - Unidade de Infecciologia Pediátrica, Área da Mulher, Criança e Adolescente, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, Lisboa
2 - Serviço de Cardiologia Pediátrica, Hospital de Santa Marta, Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, Lisboa

- 19º Congresso Nacional de Pediatria, Outubro 2018, Estoril

Introdução: Nos últimos anos a investigação sobre doença de Kawasaki (DK) tem-se dedicado à identificação de doentes com alto risco para doença cardiovascular. Nestes casos propõem-se novos esquemas terapêuticos para diminuir a inflamação da doença e melhorar o prognóstico.
Objetivo: Avaliar doentes com DK com critérios de mau prognóstico tratados com novos protocolos.
Metodologia: Estudo descritivo, de Janeiro a Abril de 2018, em crianças com DK com fatores de risco (FR), tratadas com IgEV 2g/Kg, ácido acetilsalicílico 30-50mg/Kg/dia e prednisolona 2mg/kg/dia; consideraram-se FR idade ≤ 12 meses; z-score ≥2.5 no primeiro ecocardiograma, anomalias das coronárias antes do 5º dia de febre; Kawasaki shocksyndrome; síndrome de activaçãomacrofágica ou segundo episódio de DK.
Resultados: Identificaram-se três doentes com FR: idade inferior a 12 meses (1), z-score da coronária descendente anterior esquerda >2,5 (2) e anomalias das coronárias (paredes hiperecogénicas, espessadas, dilatação da artéria coronária direita) antes dos 5 dias de febre (1). Apresentavam ainda anemia (3), hipoalbuminemia (2), taquicardia mantida (1), regurgitação mitral (1), derrame pericárdico (1) e pancardite (1). Com o novo protocolo, a apirexia observou-se após 24 a 48 horas. Repetiram ecocardiograma no 5º ou 6º dia pós-terapêutica, com resolução do aneurisma e involução das dilatações, mantendo artérias coronárias tortuosas. A prednisolona foi reduzida progressivamente ao longo de uma média de 40 dias.
Conclusões: A resolução mais precoce das alterações das coronárias com o novo protocolo terapêutico pode diminuir o risco de complicações a longo prazo. Importa identificar grupos de risco e modificar atitudes terapêuticas para este grupo de doentes.

Palavras Chave: Alto risco,corticoterapia, Doença de Kawasaki