imagem top

2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

CHULC LOGOlogo HDElogo anuario

CAMPANHA “VENCER A ASMA 2017”: UM RASTREIO EM 8 CIDADES PORTUGUESAS

Magna Alves-Correia1; Cátia Santa1; Filipa Semedo1; Filipe Benito-Garcia1; Frederico Regateiro1; Filipa Lopes2; Isabel Rezende1; Joana Cosme1; Joana Gouveia1; Joana Pita1; João Azevedo1; Lise Brosseron1; Maria João Vasconcelos1; Maria Luís Marques1; Nicole Pinto1; Renato Oliveira1; Rosa Anita Fernandes1; Sara Martins2; Ana Morête3; Emília Faria3; Manuel Branco-Ferreira3; Pedro Martins3; Rodrigo Rodrigues-Alves3; João-Almeida Fonseca2,3,4; Elisa Pedro3

1- Grupo de Jovens Imunoalergologistas da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, Lisboa
2- Medida, Lda., Porto
3- Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, Lisboa
4 CINTESIS – Center for Health Technology and Services Research, Centro de Investigação Médica, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Porto

Publicação em versão integral em Rev Port Imunoalergologia 2018; 26 (1): 97-108

Resumo:
Introdução: A asma é uma das doenças crónicas não transmissíveis mais frequentes afetando cerca de 700 000 portugueses atualmente. Os rastreios constituem uma oportunidade de prestar esclarecimentos sobre a doença à população, alertar a população para a importância do controlo da asma e reconhecimento dos seus sintomas. Objetivos, material e métodos: Caracterização sociodemográfica e descritiva dos resultados da campanha “Vencer a Asma 2017”. Estudo transversal em 8 cidades de Portugal continental numa iniciativa pública, gratuita e de inclusão voluntária da população a propósito do Dia Mundial da Asma. Aplicação de questões adaptadas do questionário GA2LEN e realização de espirometria simples. Resultados: 1086 participantes (idade 52,5±19,7 anos; 62,4 % do género feminino; 20,5% fumadores e 62,6% observados na região Norte). Dos participantes, 299 (28,0 %; IC95 % 25,3-30,7) declararam ter asma atual ou no passado (autorreportada) e, entre estes, 80 (26,8 %; IC95 % 21,7-31,8) reportaram pelo menos uma hospitalização por asma, 181 (60,5 %; IC95 % 55,0-66,1) afirmaram estar medicados para a asma; 498 (46,6 %; IC95 % 43,6-49,6) mencionaram ter tido um episódio de sibilância nos últimos 12 meses. Durante o rastreio, 549 participantes (50,6%; IC95 % 47,6-53,5) realizaram espirometria simples e, destes, 186 (34,1 %; IC95 % 30,1-38,1) apresentaram alterações dos parâmetros espirométricos avaliados. A análise de subgrupos revelou uma prevalência de “asma atual” de 19,9% (IC95 %; 17,5-22,2). Conclusões: O rastreio permitiu, apesar das suas limitações, identificar um grande número de indivíduos na comunidade num curto espaço de tempo. No futuro, será útil que estas iniciativas incluam questionários de resultados reportados pelo doente, testes cutâneos por picada, prova de broncodilatação ou fração exalada de óxido nítrico, que permitam uma melhor caracterização da população estudada bem como a perceção de necessidade de avaliação clínica posterior nos casos em que não haja um adequado acompanhamento médico.

Palavras Chave: asma, comunidade, rastreios de base comunitária, sensibilização.