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2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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ALTERAÇÕES DA MARCHA

Rita Silva

- Serviço de Neurologia Pediátrica, Área da Mulher, Adolescente e Criança, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, Lisboa

XIX Jornadas de Pediatria de Évora – Da urgência ao Ambulatório: desafios actuais. Évora, 9-11 Maio 2018 (comunicação oral por convite)

A perturbação da marcha é o 3º motivo neurológico de ida ao Serviço de Urgência, logo após os fenómenos paroxísticos agudos e as cefaleias. Pretende-se demonstrar o raciocínio clínico que é feito no SU perante uma perturbação da marcha. Deve ser feita uma anamnese completa e rigorosa que além de caracterizar esta manifestação principal, inclui dados relativos às manifestações clínicas acompanhantes, antecedentes perinatais de relevo, etapas motoras do desenvolvimento psicomotor nomeadamente idade de aquisição de marcha autónoma e história familiar de doença neurológica. O exame neurológico visa sobretudo fazer um diagnóstico topográfico para selecionar os exames complementares mais adequados. De acordo com as características predominantes, a perturbação da marcha pode ser classificada como parética, atáxica, discinética, parkinsónica, osteoarticular ou psicogénica. O reconhecimento do padrão de marcha permite um diagnóstico mais precoce, de modo a selecionar a terapêutica mais adequada, evitando exames complementares desnecessários.

Palavras Chave: Perturbação marcha