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2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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MORBILIDADE DA ANESTESIA EPIDURAL EM PEDIATRIA

Ângela Rodrigues, Hugo Trindade, Teresa Rocha.

Serviço de Anestesiologia, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, E.P.E.

− Sociedade Portuguesa de Anestesiologia, Março de 2012 (Poster).

Introdução: A anestesia epidural em pediatria pode ser utilizada em combinação com anestesia geral e é uma opção para a analgesia do pós-operatório1. Todas as técnicas têm as suas complicações inerentes e torna-se imperativo quantificá-las1. Efectuou-se um estudo prospectivo para avaliar a morbilidade associada à anestesia epidural nas crianças submetidas a cirurgia no Hospital Dona Estefânia.

Metodologia: De Janeiro a Abril de 2011 recolheram-se os dados de todas as crianças submetidas a cirurgia com esta técnica anestésica, que incluíram a idade, o sexo, o tipo de anestesia epidural, os fármacos utilizados, a especialidade cirúrgica, bem como a incidência e o tipo de complicações.

Resultados: Os dados obtidos envolveram 79 crianças submetidas a bloqueio epidural em associação com anestesia geral. Os fármacos usados para o bloqueio epidural respeitaram o protocolo do Departamento de Anestesiologia Pediátrica (morfina na dose de 20-25μg/Kg). A especialidade de Cirurgia Ortopédica foi a que teve mais crianças submetidas a bloqueio. A epidural lombar teve uma percentagem de 73, 4% vs 25, 3% e 1, 3% (epidural caudal e torácica, respectivamente). A taxa global de complicações foi de 30, 4% (24 em 79 pacientes), sendo que metade apresentou mais do que 1 complicação. As complicações mais frequentes foram o vómito (24, 0%) e o prurido (16, 5%), sem sequelas consequentes.

Discussão e Conclusão: Com o resultado de 30, 4% de taxa global de complicações, será de ponderar a revisão do protocolo instituído, nomeadamente no que diz respeito à substituição ou diminuição da dose do fármaco2 em vigor por via epidural assim como à prevenção farmacológica das complicações descritas.
Este estudo deve encorajar os anestesiologistas a continuar a avaliar morbilidade da anestesia epidural, com vista a melhorar os cuidados prestados às crianças.

Palavras-chave: anestesia epidural, morbilidade.