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2018

ANUÁRIO DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA
REPOSITÓRIO MÉDICO CIENTÍFICO

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PSICODINÂMICA CONTEMPORÂNEA EM PEDOPSIQUIATRIA - ABORDAGENS INTEGRATIVAS

Ivo Peixoto1; Cristina Marques1

1- Área de Pedopsiquiatria, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE, Lisboa

- XXVIII Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Psiquiatria da Infância e da Adolescência – Fazer Bem Olhando a Quem… Boas Práticas em Saúde Mental Infanto-Juvenil (Comunicação Oral)

Resumo:
Introdução: A prática clínica em pedopsiquiatria reveste-se de desafios na compreensão e abordagem clínica dos pacientes e do seu contexto. Desta forma, o pedopsiquiatra de hoje em dia tem a necessidade de integrar múltiplas vertentes de conhecimento na sua formação e na sua prática numa formulação biopsicossocial. No entanto, cada um dos elementos desta tríada possui raízes históricas e uma série de premissas e referenciais teóricos diferentes, tornando-se, muitas vezes, dificultada a sua integração. Existe, portanto, uma necessidade de integrar perspetivas relacionais terapêuticas contemporâneas numa ótica de harmonização e como informadoras na nossa atividade clínica.
Objetivos e Métodos: Os autores propõem uma revisão não sistemática da literatura de relevo sobre abordagens contemporâneas de psicoterapia psicodinâmica, numa perspetiva integrativa compatível com a prática clínica em psiquiatria da infância e da adolescência.
Resultados: Existem vários exemplos, que se foram desenvolvendo ao longo do último século, de abordagens psicodinâmicas modernas, com uma perspetiva relacional, e que acompanham e permitem integrar dados emergentes da genética, da teoria da vinculação, da investigação sobre desenvolvimento, neurociências bem como ciências cognitivas e sociais. A “entrevista diagnóstica contemporânea” defende a importância do desenvolvimento de um conhecimento relacional implícito e da intersubjetividade na relação terapêutica e o “Diagnóstico psicodinâmico operacionalizado em crianças e adolescentes” propõe um complemento multiaxial do diagnóstico clínico com utilidade na compreensão e intervenção dos casos.
Conclusão: Existem abordagens e posturas psicoterapêuticas psicodinâmicas contemporâneas com uma flexibilidade suficiente para informar e auxiliar a prática do pedopsiquiatra, sem que tal signifique necessariamente encetar uma psicoterapia.

Palavras Chave: Psicoterapia relacional; Psicoterapia integrativa; Psicodinâmica; Pedopsiquiatria