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2018

ANUÁRIO DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA
REPOSITÓRIO MÉDICO CIENTÍFICO

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PATOLOGIA OCULAR NA CRIANÇA – RASTREIO VISUAL E SINAIS DE ALARME

Ana Luísa Basílio1, Bruno Carvalho1, Alcina Toscano1

1. Serviço de Oftalmologia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE, Lisboa.

- Reuniões Clínicas do Grupo de Internos de MGF de Almada e Seixal (GIMGAS), USF João Pragal, 16/11/2017 (Preleção por Convite)

Introdução: A adequada função visual é essencial ao desenvolvimento de todas as crianças, possibilitando o seu normal processo de aprendizagem e a sua plena realização como indivíduos. O rastreio visual tem por objetivo identificar condições oculares corrigíveis capazes de comprometer o potencial visual de cada indivíduo.
Objetivo: O objetivo dos autores foi transmitir os conceitos chave para a correta avaliação da função visual da criança, por forma a permitir o diagnóstico e orientação terapêutica das patologias mais comuns, assim como a referenciação quando necessário à consulta de especialidade.
Resultados: O desenvolvimento visual é um processo progressivo que requer estruturas anatómicas normais, correta posição ocular e meios transparentes. Apresenta uma grande sensiblidade à privação de estímulos na primeira década de vida. Uma perturbação deste processo pode originar a ambliopia, cujo tratamento apenas pode ser ambicionado na infância.
Assim, o conhecimento da história pessoal e familiar, das várias etapas do desenvolvimento visual e da semiologia básica, conforme a idade, permitem a identificação das alterações à progressão normal. Patologias debilitantes, como a retinopatia da prematuridade, o retinoblastoma, o glaucoma congénito ou o estrabismo, são exemplos em que a correta identificação dos casos e referenciação atempada melhoram indubitavelmente o prognóstico.
Conclusão: O conhecimento dos fatores de risco, história familiar e sinais e sintomas oftalmológicos permitem ao clínico identificar e tratar patologias comuns, assim como estabelecer os indicadores de risco que deverão motivar a referenciação da criança à consulta de especialidade.

Palavras-chave: desenvolvimento visual, ambliopia, fatores de risco, referenciação.