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2018

ANUÁRIO DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA
REPOSITÓRIO MÉDICO CIENTÍFICO

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PAROTIDITE EPIDÉMICA: COMO EVITAR?

Carlota Veiga de Macedo1, Marisa Oliveira1, Catarina Gouveia1, Luís Varandas1

1- Unidade de Infecciologia, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, Lisboa

- 18º Congresso Nacional de Pediatria

Resumo:
Introdução: Parotidite epidémica é uma doença sistémica causada pelo vírus Paramyxovirus transmissível por gotículas. A vacina está incluída no PNV desde 1987 com 98% de taxa de cobertura.
Relato de caso: Criança de 8 anos, sexo feminino, com doença de células falciformes. Residente em Luanda, de férias em Portugal 10 dias antes. Vacinação não atualizada desde os 9 meses. Recorreu ao serviço de urgência por febre 39ºC e anorexia a que se associou tumefacção da mandíbula à direita 12 horas antes. À observação estava febril (39ºC), taquicárdica pálida e prostrada. Tumefacção mandibular direita mole, dolorosa à palpação, com apagamento do ângulo da mandíbula e trismus., Baço 3-4cm e fígado 2cm, sem outras alterações. Analiticamente: Hb 5.5 g/L; Sem leucocitose; PCR 4.6 mg/L. Ecografia de partes moles: “sugestiva de parotidite”. Excluída infeção por HIV, EBV, enterovirus, adenovirus, parvovirus e influenzae. A PCR do vírus da parotidite foi positiva na saliva. Durante o internamento ficou em isolamento de gotículas, fez transfusão de CE, analgesia e hidratação, com melhoria progressiva. Teve alta em D3. Foi notificada a doença via SINAVE e contactado delegado de saúde. Recomendou-se atualização PNV à própria e ao irmão de 3 anos.
Conclusões: Nos países onde a ocorrência de parotidite epidémica é rara, como Portugal, é importante reconhecer os casos importados de regiões endémicas. A vacinação pós-exposição não parece alterar o curso da doença, recomendando-se a monitorização posterior.

Palavras Chave: Parotidite epidémica; Casos importados; Programa Nacional de Vacinações