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2018

ANUÁRIO DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA
REPOSITÓRIO MÉDICO CIENTÍFICO

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O PAPEL DA REABILITAÇÃO PEDIÁTRICA NUMA CRIANÇA QUEIMADA E AMPUTADA APÓS ELETROCUSSÃO

Tiago Teófilo1; Nádia Lourenço2; Aleksander Samay3; Margarida España3; Isabel Seixo4

1 - Medicina Física e de Reabilitação, Hospital Central do Funchal, Funchal
2 - Fisioterapeuta, Hospital de Dona Estefânia Serviço de Medicina Física e de Reabilitação Pediátrica, Area da Mulher ,da Criança e da Adolescência, Centro Hospitalar Lisboa Central.
3 - Cirurgia Pediátrica, Hospital de Dona Estefânia, Area da Mulher ,da Criança e da Adolescência ,Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE, Lisboa
4 - Serviço de Medicina Física e de Reabilitação Pediátrica, Area da Mulher ,da Criança e da Adolescência, Centro Hospitalar Lisboa Central.

- Poster - XIII Jornadas Internacionais de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital de São João, 19-20/10/2017, Porto

Resumo:
Introdução: A Reabilitação é uma parte fundamental no tratamento de doentes queimados, num processo que envolve uma equipa constituída por diversas especialidades médicas e profissionais de saúde, que começa imediatamente na admissão hospitalar e que pode estender-se por meses ou, muitas vezes, anos após a queimadura.
Relato de caso: Criança do sexo feminino, de 5 anos de idade, natural de Angola, previamente saudável, transferida do Hospital Geral Especializado Neves Bendinha, em Luanda, para o Serviço de Queimados do Hospital Dona Estefânia em 29 de março de 2017 devido a queimaduras do 2º e 3º graus, por eletrocussão, com atingimento de aproximadamente 20% da superfície corporal, especificamente na face anterior e posterior do tronco e nos membros inferiores, com consequente amputação transtibial direita por gangrena do terço distal da perna e do pé. Como tratamento cirúrgico das queimaduras, foi submetida várias vezes a desbridamento e cuidados de penso, bem como diversos enxertos dermoepidérmicos com pele expandida para cobertura das áreas cruentas. Com este relato clínico pretende-se transmitir a perspetiva da Medicina Física e de Reabilitação em contexto pediátrico no tratamento de doentes queimados, bem como a abordagem inicial de doentes amputados, visando a eventual protetização assim que o estado clínico e a evolução cicatricial o permitir.
Conclusão: As queimaduras podem resultar em cicatrizes hipertróficas e retrações cutâneas que podem conduzir a deformações, de especial importância tendo em conta o potencial desenvolvimento físico em idades pediátricas. Acresce neste caso, a dificuldade encontrada na protetização, tendo em conta as particularidades de uma amputação consequente de queimadura. Assim, o papel da Reabilitação prende-se em maximizar a funcionalidade, minimizando o impacto das cicatrizes e das retrações, manter as amplitudes articulares e potenciar o bem-estar psicológico e a integração social.

Palavras Chave: queimadura, queimados, Reabilitação, Cirurgia Pediátrica