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2018

ANUÁRIO DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA
REPOSITÓRIO MÉDICO CIENTÍFICO

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NEFRITE DA PÚRPURA DE HENOCH-SCHÖNLEIN – BENIGNA OU TALVEZ NÃO

Raquel Santos1, Ana Isabel Silva2, Jenny Gonçalves3, Ana Moutinho4, Gisela Neto1

1 - Unidade de Nefrologia Pediátrica, Hospital de Dona Estefânia, CHLC
2 - Serviço de Pediatria, Centro Hospitalar do Barreiro-Montijo, EPE
3 - Área da Mulher, da Criança e do Adolescente, CHLC, EPE
4 - Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, EPE

- Sessão Clínica de Pediatria Médica – Unidade Nefrologia Pediátrica, HDE, 24 de Janeiro de 2017 (comunicação oral).

Resumo: A púrpura de Henoch-Schönlein (PHS) é a vasculite sistémica mais frequente. O envolvimento renal é raro e, na sua maioria, a nefrite (NPHS) é ligeira e autolimitada. Apesar do baixo risco de evolução para a doença renal cronica (DRC), a nefrite é determinante no prognóstico. Num estudo retrospetivo dos doentes com NPHS referenciados à consulta de Nefrologia num período de 15 anos (2001-2015) avaliámos os factores de pior prognóstico para ocorrência de nefrite na PHS, as características clínicas e laboratoriais à data da apresentação e a sua evolução a médio e longo prazo. A presumível benignidade da PHS não dispensa o rastreio obrigatório de alterações urinárias minor, detectáveis em análise sumária de urina. O risco de NPHS mantém-se, mesmo na ausência de hematúria e/ou proteinúria e/ou cilindros patológicos, de HTA ou de insuficiência renal, à data da apresentação. A grande variabilidade observada e a evolução imprevisível sugerem a obrigatoriedade do rastreio sistemático e a necessidade de seguimento a longo prazo.

Palavras Chave: nefrite, púrpura Henoch-Schönlein, vasculite