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2018

ANUÁRIO DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA
REPOSITÓRIO MÉDICO CIENTÍFICO

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LIKE OU DISLIKE? REDES SOCIAIS E PSICOPATOLOGIA

Sara Pires (1), Maria Castello Branco (1), Diana Vieira (1), Cátia Felgueiras (1), Rita Costa (2)

1 - Especialidade de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, Área da Mulher da Criança e do Adolescente do Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central.
2 - Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e da Adolescência do Hospital São Francisco de Xavier, Cento Hospitalar de Lisboa Ocidental.

Reunião Nacional

Resumo:
Introdução: Na sociedade atual grande parte dos adolescente tem acesso à internet, nomeadamente a redes sociais (RS), cuja consulta faz parte da sua rotina diária. Estudos sugerem que cerca de 86% dos jovens em idade escolar faz uma utilização excessiva destas RS. Embora lhes sejam atribuídas importantes características no que respeita a troca de informação e socialização, estas podem tornar-se influentes e aditivas, com impacto profundo a nível psicossocial.
Objetivos: Este trabalho de revisão tem por objetivo identificar os riscos associados à utilização excessiva de RS pelos jovens, nomeadamente ao nível do desenvolvimento de psicopatologia.
Métodos: Revisão Sistemática de estudos com data de publicação até Setembro de 2017, em Português, Inglês ou Espanhol, através da pesquisa nas plataformas PubMed, Web of Science e PsychINFO, com as palavras chave “social network”, “internet”, “adolescents”, “children” e “psychopathology”.
Resultados: A adolescência é um período de importantes mudanças, tendo as RS passado a representar um importante mediador das suas relações. A literatura sugere que os jovens tendem a exprimir-se neste contexto de uma forma socialmente desejável, por vezes não representando o seu verdadeiro self. O uso excessivo das RS pode estar associado ao desenvolvimento de psicopatologia, nomeadamente contribuindo para uma baixa autoestima, isolamento, depressão, comportamentos compulsivos e, em alguns casos, acentuação de traços narcísicos da personalidade.
Conclusão: Apesar das reconhecidas vantagens atribuídas à utilização da internet e das RS entre os jovens, o seu acesso descontrolado e não vigiado poderá ter consequências negativas ao nível da sua saúde mental. Comprovando-se a sua relação causal, poderemos estar perante um problema de saúde pública, sendo necessário desenvolver medidas preventivas e educativas, sobretudo direcionadas às crianças e adolescentes.

Palavras Chave: Internet, Online, Adolescentes, Infância, Psicopatologia.