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2018

ANUÁRIO DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA
REPOSITÓRIO MÉDICO CIENTÍFICO

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EXPOSIÇÃO A TUBERCULOSE NUM JARDIM DE INFÂNCIA

Tânia Moreira1, Maria João Martins2, Teresa Morato3, Conceição Gomes3, Luís Varandas1

1 - Hospital Dona Estefânia, Área da Mulher, Criança e Adolescente, Centro Hospitalar de Lisboa Central, Lisboa
2 - USP Lisboa Central, Lisboa
3 - Centro de Diagnóstico Pneumológico Dr. Ribeiro Sanches, Lisboa

- 18.º Congresso Nacional de Pediatria, 25 a 27 de outubro de 2018 (comunicação oral)

Resumo:
Introdução. As crianças com idade inferior a cinco anos expostas a doente com tuberculose pulmonar bacilífera apresentam elevado risco de infeção e evolução para doença.
Objetivos. Descrevemos a atuação, designadamente o rastreio de contactos e decisão clínica, num jardim de infância após diagnóstico de caso de tuberculose pulmonar, em funcionária da instituição.
Métodos. Estudo descritivo longitudinal retrospetivo de crianças com idade igual ou inferior a cinco anos, frequentadoras de um jardim de infância, em Lisboa, com contacto com funcionária com tuberculose pulmonar, submetidas a rastreio com teste tuberculínico e IGRA (Quantiferon-TB) e referenciadas a consulta de Infecciologia de um hospital de nível III, através da revisão de processos clínicos.
Resultados. Realizou-se o rastreio a 94 crianças com contacto com o caso índex; 22 crianças, 12 do sexo feminino, com média de idades de 4,1 anos, previamente saudáveis, foram referenciadas a consulta de Infecciologia por teste tuberculínico positivo (induração >10 mm; 18 crianças) ou IGRA positivo (três crianças); apenas nove crianças apresentaram, em simultâneo, teste tuberculínico e IGRA positivos. Todas realizaram radiografia de tórax inicial, sem alterações valorizáveis. Cinco crianças apresentaram rastreio inicial negativo (clínica, teste tuberculínico e IGRA) e teste tuberculínico positivo quatro meses depois. Todas as crianças foram medicadas com isoniazida, durante seis meses, apenas num caso com intolerância oral ao xarope. Uma criança abandonou o seguimento mensal.
Conclusões. A correta abordagem após exposição a doente com tuberculose permite a deteção de casos com infeção latente e consequente intervenção terapêutica, evitando o desenvolvimento de doença e disseminação da infeção na população.

Palavras Chave: tuberculose, rastreio, infeção latente