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2018

ANUÁRIO DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA
REPOSITÓRIO MÉDICO CIENTÍFICO

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DERMATITE DA MÁSCARA NA INFÂNCIA – UM CASO CLÍNICO

E. Finelli, S. Prates1, P. Leiria-Pinto1

1- Serviço de Imunoalergologia, Dona Estefânia Hospital, Centro Hospitalar de Lisboa Central, Rua Jacinta Marto, 1169-045 Lisboa, Portugal

- Revista Portuguesa de Imunoalergologia
- Publicação de artigo

Resumo:
Criança de 2 anos, sexo feminino, acompanhada em consulta por asma, medicada com propionato de fluticasona (dose total 250 µg) por câmara expansora. Quatro meses depois, apresentava pequenas pápulas eritematosas periorais e perinasais, desenhando o contorno da máscara. Não havia história de aplicação de medicamentos tópicos na face. A localização e morfologia das lesões eram sugestivas de dermatite perioral associada à corticoterapia inalada. Optou-se por retirar a máscara, mantendo a mesma medicação por câmara expansora com peça bucal, com desaparecimento completo das lesões em 2 meses.
A corticoterapia inalada representa um componente essencial da estratégia terapêutica na asma. Os possíveis efeitos adversos sistémicos deste tratamento são bem conhecidos; contudo, estão descritos também efeitos adversos locais. A dermatite perioral é uma condição pouco frequente em idade pediátrica, existindo poucos casos descritos. A apresentação clínica é típica, com uma erupção eritematosa, papular e/ou pustular, que desenha a forma da máscara. A resolução clínica das lesões é progressiva após a suspensão do tratamento ou substituição do dispositivo inalatório. O ensino da técnica inalatória correta e das medidas de evicção de deposição cutânea do fármaco são essenciais na prevenção desta situação.

Palavras Chave: Dermatite da máscara, Corticoterapia inalada