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2018

ANUÁRIO DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA
REPOSITÓRIO MÉDICO CIENTÍFICO

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CRISES HIPERTENSIVAS EM PEDIATRIA - UMA APRESENTAÇÃO RARA COMUM A VÁRIAS ETIOLOGIAS

Rute Baeta Baptista1, Filipa Furtado1, Nércio Liasse1, Anaxore Casimiro1, Sérgio Lamy1, Eulália Calado2, Fátima Pinto3, João Pascoal4, Margarida Abranches5, Margarida Paula Ramos6, Margarida Santos1

1 – Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos do Hospital de Dona Estefânia, CHLC, EPE
2 – Serviço de Neurologia Pediátrica do Hospital de Dona Estefânia, CHLC, EPE
3 – Serviço de Cardiologia Pediátrica do Hospital de Santa Marta, CHLC, EPE
4 – Serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital de Dona Estefânia, CHLC, EPE
5 – Unidade de Nefrologia Pediátrica do Hospital de Dona Estefânia, CHLC, EPE
6 – Unidade de Reumatologia Pediátrica do Hospital de Dona Estefânia, CHLC, EPE

- Sessão Clínica de Pediatria Médica – Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos, HDE, 31 de Outubro de 2017 (comunicação oral).
- Congresso dos 140 anos do HDE. Lisboa, 28 a 29 de Setembro de 2017 (comunicação oral).
- XX Reunião da Sociedade de Cuidados Intensivos Pediátricos. Lisboa, 24 de Novembro de 2017 (comunicação oral).

Resumo:
Introdução: A crise hipertensiva define-se pela presença de hipertensão arterial (HTA) aguda e grave. Pode classificar-se em urgência ou emergência hipertensiva, consoante a ausência ou presença de sintomas ou sinais de disfunção aguda de órgão-alvo, respectivamente. Os estudos de prevalência em unidades de cuidados intensivos pediátricos (UCIP) são escassos e heterogéneos.
Metodologia: Análise descritiva e transversal dos casos de emergência hipertensiva internados na UCIP do Hospital de Dona Estefânia durante cinco anos (2012-2016).
Resultados: Entre 1703 internamentos no período referente ao estudo, identificaram-se 12 crises hipertensivas (excluindo os casos de HTA transitória, HTA associada ao pós operatório imediato ou em contexto de traumatismo crânio-encefálico, acidente vascular cerebral isquémico ou hipertensão intra-craniana), sete das quais correspondiam a emergências hipertensivas (prevalência 0.7%). A mediana da idade foi de 7.67 anos. A forma de apresentação mais frequente foi a encefalopatia hipertensiva (7). As lesões de órgão-alvo identificadas foram: encefalopatia posterior reversível (7), hipertrofia ventricular esquerda (2), retinopatia hipertensiva (1) e proteinúria (1). As causas nefrológicas foram as mais frequentes (3), seguidas da hipertensão induzida por imunossupressores (2). Destacam-se casos clínicos ilustrativos de como a emergência hipertensiva pode ser a apresentação comum a etiologias diferentes.
Conclusão: As emergências hipertensivas são raras em Pediatria e associam-se a elevada morbilidade. O diagnóstico etiológico é fundamental para optimizar a abordagem terapêutica e os casos seleccionados salientam a importância do apoio de uma equipa multidisciplinar diferenciada.

Palavras Chave: emergência hipertensiva, HTA, UCIP