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2018

ANUÁRIO DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA
REPOSITÓRIO MÉDICO CIENTÍFICO

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CONSULTA DE RASTREIO INFECIOSO PRÉ-TERAPÊUTICA IMUNOSSUPRESSORA – PRIMEIROS 20 MESES DE EXPERIÊNCIA

Luís Rodrigues1, João Farela Neves1, Flora Candeias1

1- Unidade de Infecciologia Pediátrica, Hospital de Dona Estefânia Centro Hospitalar de Lisboa Central, Lisboa, Portugal

- 15.º Encontro Nacional de Actualização em Infecciologia. Porto, 11 a 13 de Outubro de 2017.
- Apresentação sob a forma de comunicação oral e publicação sob a forma de resumo

Resumo:
Introdução: A terapêutica imunossupressora aumenta a suscetibilidade a infeções pelo que certas precauções devem ser tomadas antes de iniciar este tipo de tratamentos. Neste âmbito, foi criada a primeira Consulta de Rastreio Infecioso Pré-Terapêutica Imunossupressora (CRIPTO) em contexto pediátrico do país.Pretende-se caracterizar esta consulta e a sua importância.
Material e métodos: Estudo observacional retrospetivo, pela revisão dos processos clínicos dos doentes seguidos nos primeiros 20 meses (fevereiro/2016 a setembro/2017).
Resultados: Total de 64 consultas (mediana 2, mínimo 1, máximo 7), de 29 doentes, mediana de 13 anos, referenciados por Gastrenterologia (9), Reumatologia (8), Nefrologia (5), Cardiologia (2), Dermatologia (2), Neurologia (1), Imunoalergologia (1) e Pediatria (1). Os diagnósticos mais frequentes foram Doença inflamatória intestinal (9), Artrite idiopática juvenil (3) e Síndrome nefrótico (3). Em todos os doentes foi realizado RX tórax, Mantoux e IGRA, serologias para VHA, VHB, VHC, VIH 1 e 2, EBV, CMV, VZV e HSV. 4/29 tinham tuberculose infeção, cumprindo terapêutica anti-bacilar. 27/29 tinham PNV atualizado e 12/29 vacinas extra-PNV. De acordo com a patologia e particularidades dos doentes, foram elaborados os respetivos esquemas vacinais (preço médio de vacinas extra-PNV 320€/doente). A maioria encontrava-se em terapêutica com imunomodeladores (14), corticosteroides (13) ou inibidores da calcineurina (4) e pretendiam manter terapêutica ou progredir para agentes biológicos (10).
Conclusão: O rastreio de infeções e vacinação destes doentes deve ser orientada por uma equipa experiente, pelas especificidades próprias e necessidade de estabelecer esquemas personalizados. Pelo risco infecioso elevado, este rastreio deve ser realizado preferivelmente antes do início da terapêutica e de forma protocolada.

Palavras Chave: Rastreio infecioso; Terapêutica imunossupressora