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2018

ANUÁRIO DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA
REPOSITÓRIO MÉDICO CIENTÍFICO

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COMPORTAMENTOS SUICIDÁRIOS NOS JOVENS – COMO OCORREM E COMO SE PREVINEM?

Cátia Felgueiras1; Rita Costa2, Sara Pires1

1 - Interna de Pedopsiquiatria; Área da Mulher, Criança e Adolescente; Hospital Dona Estefânia; Centro Hospitalar de Lisboa Central.
2 - Interna de Pedopsiquiatria, Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência, Hospital São Francisco Xavier, Centro Hospital Lisboa Ocidental.

- Reunião nacional (8º Encontro Nacional de Internos de Psiquiatria da Infância e da Adolescência).

Resumo:
Introdução: Em muitos países o suicídio é uma das principais causas de morte em crianças e adolescentes. Ocorre essencialmente em crianças na puberdade, adolescentes e jovens adultos e há um predomínio no sexo masculino, ao contrario das tentativas de suicídio que são mais frequentes no sexo feminino. No entanto, esta predominância e a frequência do suicídio varia conforme os países, a etnia, religião, nível socioeconómico, clima, geografia, tendências, acessos a meios letais, redes sociais e tratamento psiquiátrico. Estes aspetos definem os padrões de risco e fatores de proteção de cada região. Intervenções atempadas são necessárias para diminuir os números cada vez maiores de casos por todo o Mundo.
Objetivos: Foi feita uma revisão sistemática da literatura sobre comportamentos suicidários. São abordadas possíveis causas dos comportamentos suicidários e dos factores mais recorrentemente associados ao risco de suicídio nos jovens. Procura-se realçar a importância do reconhecimento de possíveis indicadores de risco e de proteção nos domínios da promoção da saúde mental dos jovens e da prevenção do suicídio.
Métodos: Foi feita uma pesquisa bibliográfica através da plataforma PubMed e IACAPAP. Realizou-se uma revisão bibliográfica sobre o tema com artigos científicos publicados nos últimos cinco anos.
Resultados/Conclusão: Os fatores de risco são universais mas a natureza deles e a sua relativa importância difere de região para região. A ONS tem adequado os programas de prevenção de acordo com as questões especificas de cada cultura. Várias estratégias tem sido investigadas, no entanto ainda carecem de evidencias empíricas. A escola e os professores poderão desempenhar um papel muito importante na detecção precoce de jovens em risco, contribuindo desta forma para que os mesmos possam ser atempadamente encaminhados para serviços especializados. Além disso, os meios de comunicação também se apresentam como uma ferramenta importante.

Palavras Chave: “adolescents”, “self-harming behaviour”, “suicide”,