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2018

ANUÁRIO DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA
REPOSITÓRIO MÉDICO CIENTÍFICO

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COMO ABORDAR OS PRECURSORES DE AUTISMO E PHDA? – RESPOSTAS NOS BEBÉS

Ivo Peixoto1 ; Susana Pereira1; Pedro Caldeira da Silva1

1 - Área de Pedopsiquiatria, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE, Lisboa

- XXVIII Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Psiquiatria da Infância e da Adolescência – Fazer Bem Olhando a Quem… Boas Práticas em Saúde Mental Infanto-Juvenil (Comunicação Oral)

Resumo:
Introdução:
As Perturbações do espetro do autismo (PEA) e a Perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA) são duas das perturbações do neurodesenvolvimento mais comuns. Os sintomas característicos de cada uma das perturbações resultam de uma interação complexa entre vulnerabilidades constitucionais e aspetos do ambiente da criança, pré e pós-natal. No entanto, o surgimento dos sintomas pode não só estar relacionado de forma direta com estes fatores de risco, mas também decorrer de processos compensatórios ou efeitos em cascada após interações atípicas com o ambiente. A literatura tem-se debruçado essencialmente sobre as PEA no que concerne à descrição de potenciais marcadores precoces, em detrimento da PHDA. A elevada taxa de co-ocorrência e a sobreposição de algumas características destas perturbações levou à possibilidade de estas entidades poderem corresponder a diferentes manifestações de uma mesma perturbação. No entanto, ainda está por compreender a tradução destas propostas na primeira infância. Torna-se, portanto, premente, mapear como estas perturbações se desenvolvem deste o nascimento para melhor compreender os mecanismos até ao surgimento dos sintomas.
Metodologia:
Revisão não sistemática da literatura em bases de dados científicas (MEDLINE, PsycINFO) com os termos “Autism Spectrum Disorder” ;“Attention-Deficit Hyperactivity Disorder” “Developmental Pathways” “Prediction”, complementada com outra literatura de relevo.
Resultados:
Existem marcadores potenciais na predição de síndromes ou de dimensões clínicas relacionados com PEA e PHDA, nomeadamente relacionados com aquisição de marcos de desenvolvimento motor, perímetro cefálico, processamento sensorial, questões de temperamento precoce e domínios de atenção e da interação social.
Conclusão:
Tem surgido evidência sobre os percursos de causalidade partilhada e diferencial na PEA e PHDA, que ainda carece de uma avaliação longitudinal comparativa mais compreensiva. Torna-se necessário mais estudos prospetivos no futuro que permitam uma predição e identificação atempadas destas perturbações.

Palavras Chave: Autismo; PHDA; Precursores; Pedopsiquiatria