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2018

ANUÁRIO DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA
REPOSITÓRIO MÉDICO CIENTÍFICO

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APOIO PARENTAL E COMPETÊNCIA PARENTAL PERCEPCIONADA. ESTUDO DE PERCEPÇÕES PARENTAIS NUMA UNIDADE PEDOPSIQUIÁTRICA DE PRIMEIRA INFÂNCIA

Pedro Dias1; Ivo Peixoto1; Catarina Garcia Ribeiro1;Catarina; Rita Ganhoto1; Salomé Silva2; Pedro Caldeira da Silva2

1 - Interno de Pedopsiquiatria, Área da Saúde da Mulher e da Criança, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central.
2 - Interno de Pedopsiquiatria, Centro Hospitalar Lisboa Ocidental.
3 – Chefe de Equipa de Pedopsiquiatria, Área da Saúde da Mulher e da Criança, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central.

Reunião Nacional, XXVIII Encontro da Associação Portuguesa de Psiquiatria da Infância e da Adolescência; publicação sob a forma de poster. Em processo de publicação na revista Nascer e Crescer.

Introdução: A competência parental percepcionada (Perceived Parental Self Efficacy, PSE) tem gerado um nível substancial de evidência quanto à sua associação com comportamentos parentais positivos e, consequentemente, promotores do bem-estar e desenvolvimento da criança. A identificação de potenciais factores determinantes da PSE poderá constituir um foco de atenção em saúde mental, no sentido da intervenção dirigida ao nível relacional. O presente estudo procurou olhar para a relevância do Apoio Parental e, assim, considerar as relações horizontais intrafamiliares como um potencial mecanismo de influência das relações verticais (pais-criança), pela sua associação com a competência parental percepcionada (PSE).
Metodologia: Estudo transversal, descritivo, de amostra clínica. Critérios de Inclusão: Todos os pais de crianças avaliadas numa Unidade de Saúde Mental da Primeira Infância. Exclusão: 1) Crianças Institucionalizadas ou ao cuidado de outros que não os pais biológicos ou adoptivos. 2) Falecimento de qualquer um dos pais. 3) Casos de abuso sexual ou situações judiciais. Colheita de dados: Autopreenchimento do questionário de Sentimento de Competência Parental (Parenting Sense of Competence Scale – PSOC – tradução portuguesa) e por duas perguntas sobre a percepção do apoio pelo outro progenitor (SAP) e pela família de origem (SAF).
Resultados: O sentimento de competência parental do pai (SCP-Pai) apresentou um valor médio semelhante ao da Mãe (SCP-Mãe) (73,44 +-6,5 Vs 72,24 +-9,6;p: 0,533). No pai, verificou-se uma correlação significativa entre o Sentimento de Competência Parental (SCP-Pai) e o Sentimento de Apoio pela Família de Origem (SAF-Pai) (t-test, p <0,001). Foi também encontrada uma correlação (r=0,289) entre o sentimento de competência parental paterno e o sentimento de apoio pelo outro progenitor, mas sem atingir nível de significância (p:0,098). Não foram evidenciadas correlações entre o SCP, o SAP e o SAF nas mães.
Conclusão: Entre as mães, a percepção do apoio dado pelo pai e pela família de origem não parece estar associada à competência parental percepcionada. No caso dos pais, essas correlações poderão ser mais significativas, estando a percepção de apoio pela Família de origem (SAF) associada à competência parental percepcionada. Este resultado poderá contribuir para uma melhor identificação dos alvos de atenção clínica e melhorar o conhecimento sobre como o outro progenitor e respectiva família de origem podem modificar a tríade relacional

Palavras Chave: Competência parental percepcionada, Apoio parental, Primeira Infância