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2018

ANUÁRIO DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA
REPOSITÓRIO MÉDICO CIENTÍFICO

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ANEMIA FERROPÉNICA – PROTOCOLO DE ATUAÇÃO

Mariana Duarte1, Sara Batalha1, Paula Kjöllerström1

1- Unidade de Hematologia, Área da Mulher, Criança e Adolescente, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar Lisboa Central, Lisboa

- VII Colóquio do Serviço de Pediatria de Faro – 2017

Resumo:
A anemia é um problema grave de saúde pública que afeta cerca de um terço da população mundial. A ferropénia constitui a causa mais comum de anemia, especialmente em idade pediátrica, em que fatores de risco como o crescimento rápido, erros alimentares, alterações da absorção, entre outros, são relativamente frequentes. O diagnóstico precoce e a terapêutica atempada são essenciais ao adequado crescimento e desenvolvimento das crianças.
A anemia ferropénica (AF) constitui um motivo frequente de referenciação às consultas hospitalares de Hematologia Pediátrica com tudo o que isso implica: número muito elevado de consultas, necessidade de deslocação dos pais e crianças/jovens a hospitais distantes da sua área de residência, maiores custos, atraso no início da terapêutica, entre outros. Pela elevada frequência na população pediátrica, a AF deve ser uma situação diagnosticada, orientada e tratada em contexto de cuidados de saúde primários ou consultas de pediatria geral sendo encaminhadas para consulta hospitalar as situações graves ou não lineares.
Com o objetivo de facilitar a abordagem a estes doentes, os autores apresentam uma proposta de protocolo de atuação - avaliação analítica inicial, timings de reavaliação, orientações sobre quando prosseguir com a investigação, quando e como medicar e quando referenciar à consulta hospitalar.