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2018

ANUÁRIO DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA
REPOSITÓRIO MÉDICO CIENTÍFICO

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AMBIVALÊNCIA E RESISTÊNCIA EM TERAPIA FAMILIAR

Ivo Peixoto1

 1 - Área de Pedopsiquiatria, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE, Lisboa

Resumo:
A resistência à mudança é um construto nuclear no campo das psicoterapias. Cada abordagem terapêutica apresenta uma perspetiva diferente em relação à resistência e à ambivalência no processo terapêutico, sobre como conceptualizá-las e como trabalhá-las. Devido a esta aparente fragmentação, a resistência e a ambivalência continuam a ser vistas como dois dos conceitos mais importantes e menos compreendidos em psiquiatria e psicoterapia.
O autor propõe uma abordagem integrativa sobre a definição, compreensão e intervenção relacionadas com os construtos ´´ambivalência´´ e ´´resistência´´, salientando sobretudo contributos enquadrados em terapia familiar e sistémica.
O uso atual da palavra ambivalência vai muito além das emoções ou comportamentos, mas antes pode incluir contradições cognitivas ou volitivas simultâneas. O conceito refere-se a certos tipos de experiência, que ocorrem enquanto procuramos significados nas pessoas, nas relações e nos fatos relevantes para a definição de identidades e papéis, oscilando entre contradições polarizadas nos pensamentos, sentimentos, comportamentos e nas relações entre estes, os quais podem variar nem simetria, equilíbrio e poder. Uma rede conceptual alargada sobre a temática da resistência ambivalente tem o potencial de informar a prática em terapia familiar.

Palavras Chave: Ambivalência; Resistência; Terapia Familiar; Pedopsiquiatria