imagem top

2018

ANUÁRIO DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA
REPOSITÓRIO MÉDICO CIENTÍFICO

logo chlclogo HDElogo anuario

A EXPERIÊNCIA DE TER UM DIAGNÓSTICO PEDOPSIQUIÁTRICO - PERCEÇÕES DE ADOLESCENTES E PAIS.

Mariana Pereira Alves1, Paula Vilariça2

1 - Interna de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, Área da Saúde da Mulher e da Criança, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, Lisboa.
2 - Psiquiatria da Infância e da Adolescência, Área da Saúde da Mulher e da Criança, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, Lisboa.

- Publicação sob forma de poster eletrónico no XVIII Encontro Nacional da APPIA: Fazer o bem olhando a quem... Boas práticas em Saúde Mental Infanto-Juvenil.

Resumo:
Introdução – A comunicação eficaz entre médico e doente é uma parte central da prestação de cuidados de saúde de qualidade. De entre todos os aspetos de comunicação, a transmissão da impressão de diagnóstico é uma área particularmente sensível em Pedopsiquiatria, pelas dificuldades específicas do diagnóstico pedopsiquiátrico, o stigma associado à doença mental e impacto de fontes de informação informais, como os media e a internet. Quando bem usado, o diagnóstico psiquiátrico é uma ajuda fundamental para as famílias poderem fazer escolhas informadas acerca dos cuidados de saúde necessários para as crianças e adolescentes. Através de um diagnóstico psiquiátrico há acesso a intervenções terapêuticas, apoios educativos, tratamentos farmacológicos, entre outros, bem como, em última análise, a beneficiar do conhecimento científico acumulado em décadas de investigação clínica. As famílias que recorrem a consultas de Pedopsiquiatria procuram estes benefícios e têm direito a esperar uma avaliação diagnóstica completa. Por sua vez, o Pedopsiquiatra tem a responsabilidade profissional de realizar a avaliação diagnóstica e de a usar como guia na escolha dos tratamentos mais adequados.
Objectivos – Avaliar as perceções das famílias e adolescentes seguidos na Clínica da Juventude quanto ao diagnóstico e processo de informação desse mesmo diagnóstico.
Métodos – As autoras criaram um questionário com o objetivo de avalaiar as perceções que os adolescentes seguidos em consulta têm acerca do seu diagnóstico e da informação que receberam (Questionário de Informação sobre o Diagnóstico Pedopsiquiátrico – QIDP, versão para pais e para filhos). O QIDP foi aplicado a uma amostra de 50 adolescentes que recorreram a consulta de seguimento em março de 2017.
Resultados e Conclusão – São apresentados os resultados estatísticos da aplicação do QIDP a uma amostra de adolescentes. Os resultados servem de base a uma reflexão sobre a experiência de ter um diagnóstico pedopsiquiátrico e a comunicação médico-doente na Consulta de Ambulatório de Pedopsiquiatria. 

Palavras Chave: ‘Psychiatric diagnosis’, ‘mental disorders’, ‘Childhood and adolescence’.