imagem top

2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

CHULC LOGOlogo HDElogo anuario

HOSPITAL DE DIA DE IMUNOALERGOLOGIA EM IDADE PEDIÁTRICA – AVALIAÇÃO DE 1 ANO

Filipa Ribeiro, Sónia Rosa, Paula Leiria Pinto.

Serviço de Imunoalergologia, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar Lisboa Central, E.P.E.

- 33ª Reunião Anual SPAIC, Fátima, 5 a 7 Outubro de 2012 (Poster).

Introdução: O Hospital de Dia (HD) é uma ferramenta indispensável na investigação do doente alergológico, pois permite a realização de procedimentos em meio hospitalar de forma segura e sem a necessidade de internamento. O objectivo do trabalho foi avaliar os procedimentos efectuados em HD na faixa etária pediátrica, relativamente à natureza e segurança do procedimento.

Métodos: Avaliação retrospectiva dos doentes que efectuaram procedimentos em HD no período de 1 ano (2011), no que respeita aos dados demográficos, tipo de intervenção e resultado da mesma, eventuais testes cutâneos e/ou IgE específicas que antecederam o procedimento.

Resultados: Realizaram-se 344 procedimentos (272 doentes; 61,8% sexo masculino; média etária 5,6±4,3 anos): 189 provas de provocação oral (PPO) a alimentos, 75 PPO a medicamentos, 46 inícios de dessensibilizações/induções de tolerância, 22 administrações de vacinas anti-infecciosas (VAI) e 12 administrações de omalizumab. A maioria (81%) das PPO a alimentos foi a ovo e leite de vaca. Destas, 90,5% foram negativas e em metade das provas positivas a sintomatologia foi anafilaxia. A média das IgE específicas (sIgE) para o leite foi de 5,1kU/L nas PPO positivas ao leite e de 1.4kU/L para as negativas. No que respeita às PPO com ovo, a média das sIgE para a clara foram iguais para as provas positivas e negativas (2kU/L). No que respeita às PPO com fármacos, foram efectuadas 75 provas das quais 62 com antibióticos e 13 com anti-inflamatórios não esteróides das quais 96% foram negativas. De referir ainda que em 93% destas provas o objectivo foi excluir o fármaco como causador da reacção. Quanto às dessensibilizações, a grande maioria foram inícios de SCIT com esquema rush (77,8%) havendo nestes casos, apenas reacções ligeiras locais pouco frequentes. Finalmente, nas administrações de VAI, ocorreu apenas 1 reacção local que não necessitou de tratamento. Todos os doentes observados em HD em que houve reacção ao procedimento tiveram alta para o domicílio após resolução das queixas, com esquema escrito e sinais de alarme.

Conclusões: Os resultados relativos à alergia alimentar confirmam a importância da realização de PPO na avaliação da aquisição de tolerância, evitando assim dietas de evicção desnecessárias e prolongadas. A maioria das suspeitas de alergia medicamentosa na idade pediátrica acontece injustificadamente. A iniciação de SCIT em esquema rush foi segura, não ocorrendo reacções graves, tal como ocorreu na administração de VAI.

Palavras-chave: hospital de dia, criança, alergia.