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2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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PSICOPATOLOGIA DE CRIANÇAS EM IDADE ESCOLAR - CARACTERIZAÇÃO DE UMA AMOSTRA PEDOPSIQUIÁTRICA

Ivo Peixoto1; Raissa Rodrigues1; Cátia Felgueiras1; Sandra Pires1; Cristina Marques1

1- Àrea de Pedopsiquiatria, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE, Lisboa

- XXVII Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Psiquiatria da Infância e da Adolescência – Histórias de Vida, Percursos de Sobrevivência: do(s) Risco(s) ao(s) Projecto(s), Évora (Poster)

Resumo:
Introdução: A atividade clínica em pedopsiquiatria reveste-se de múltiplos desafios clínicos perante as diferentes dimensões que podem influenciar a expressão de psicopatologia nas crianças e adolescentes, não se resumindo esta expressão apenas à presença ou ausência de sintomatologia. Este facto surge a par de uma falta relativa de estudos de investigação em amostras clínicas pedopsiquiátricas. Perante isto, torna-se premente que os técnicos de saúde mental disponham de instrumentos e metodologias eficazes na avaliação e caracterização de problemas emocionais e de comportamento, que possam auxiliar e melhorar a sua prática clínica. 
Objetivo: Este estudo tem como objetivo a caracterização de uma amostra clínica de crianças em idade escolar e estabelecer possíveis correlações entre variáveis clínicas e demográficas e indicadores dimensionais de psicopatologia.
Métodos: Foi realizado um estudo descritivo, transversal, cuja população-alvo foi constituída por todas as crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 13 anos, avaliadas em primeira consulta médica na Clínica do Parque do Hospital Dona Estefânia. A metodologia utilizada incluiu a aplicação da escala CBCL (Child Behavioral Checklist de Achenbach), e a consulta do processo clínico. Os dados recolhidos foram submetidos a tratamento estatístico em SPSS v. 22.0.
Resultados: Obtivemos um total de 156 participantes de 1 de Fevereiro a 31 de Dezembro de 2015, sendo que 59% (n=92) obtiveram um resultado total de psicopatologia em nível clínico. Em oposição a dados descritos previamente, a dimensão “internalização” obteve maior número de casos [57% (n=89)]] afetados em relação à dimensão “externalização” [35% (n=55)].
Conclusão: Esperamos contribuir para uma melhoria da qualidade da prestação de serviços em termos de prevenção e intervenção, uma vez que se tornou possível recolher informações relativamente à população clínica pedopsiquiátrica de uma forma sistematizada. Será importante em estudos futuros a reprodução dos presentes achados, nomeadamente em estudos longitudinais, de modo a melhor informar a prática médica pedopsiquiátrica.

Palavras Chave: Pedopsiquiatria; CBCL; Psicopatologia