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2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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PLASTIA DE ROTAÇÃO VAN NES: UM DESAFIO

Marta Silva, Jean-Claude Fernandes, Paula Agulheiro, Maria José Costa

1- Unidade Músculo-esquelética/Medicina Física e de Reabilitação, Hospital Curry Cabral, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE
2- Medicina Física e de Reabilitação, Hospital do Funchal
3- AMCA/Medicina Física e de Reabilitação, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE
4- AMCA/Medicina Física e de Reabilitação, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE

- publicação sob forma de Poster - 4º Congresso Nacional e XXI Jornadas de Ortopedia Infantil, Braga 10-12.março.2016
- publicação sob forma de abstract no Livro do 4.º Congresso de Ortopedia Infantil, Março 2016;
- publicação sob forma de Poster no 20th European Congress of Physical and Rehabilitation Medicine. Abril 2016.

Introdução: A Deficiência Femoral Congénita (DFC) inclui um espectro de deficiências e deformidades femorais graves. Por deficiência entende-se perda de integridade, estabilidade e mobilidade das articulações coxofemoral e joelho; a deformidade refere-se a má-orientação, desalinhamento rotacional e contraturas destas articulações. Ambas estão presentes ao nascimento, em grau variável, e não possuem caráter progressivo. Manifesta-se por significativa dismetria dos membros inferiores. As estratégias para aquisição de uma marcha funcional dependem do grau de encurtamento femoral e da integridade articular da anca e joelho. Nos casos com classificação 3 de Paley, a plastia de rotação, tem sido um procedimento amplamente utilizado: a extremidade rodada permite a utilização do joelho como anca e tornozelo e pé como articulação do joelho, dentro da prótese. Os autores apresentam o caso de um doente com DFC, submetido a plastia de rotação Van Nes.
Caso clínico: Sexo masculino, 14 anos, com DFC tipo 3a de Paley com anomalia do fémur proximal, displasia marcada do acetábulo e encurtamento da diáfise femoral. Em seguimento desde os 6 anos; sob protetização com ortoprótese com janela posterior na coxa, apoio isquiático, pé em rampa, pé SACH. Aos 13 anos foi submetido a plastia de rotação de Van Nes, com artrodese femoro-ilíaca, em que a perna e o pé sofrem rotação de 180º, permitindo que a articulação do joelho funcione como anca e o tornozelo substitui o joelho. Foi instituído programa de reabilitação intensivo com vista a nova protetização, constando de mobilização articular, fortalecimento muscular, treino de equilíbrio em ortostatismo, de marcha e proprioceptivo com Uria®.
Conclusão: A plastia de rotação de Van Nes constitui um desafio; a literatura disponível, relativamente às opções terapêuticas para reabilitação funcional, é escassa. O caso clínico apresentado pretende expor o programa de reabilitação instituído, as limitações funcionais após a intervenção cirúrgica e aspetos que permitam melhorar o tratamento destes doentes no futuro.

Palavras Chave: deficiência femoral congénita, plastia de rotação, reabilitação