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2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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GLOMERULOPATIA NA DOENÇA DE CÉLULAS FALCIFORMES

Gustavo Queirós.

Unidade de Nefrologia, Hospital de Dona Estefânia. Centro Hospitalar de Lisboa Central, E.P.E.

- Sala de Conferências do HDE, 14 de Fevereiro de 2012 (Apresentação).

O impacto nefrológico da doença de células falciformes (DCF) é progressivo, manifestando-se na sua forma mais grave na idade adulta sob a forma de insuficiência renal terminal até 20% dos pacientes. Contudo, os sinais iniciais de lesão renal manifestam-se em idade pediátrica, estando preconizada a avaliação anual da microalbuminúria como método de rastreio. A terapêutica preventiva clássica nos casos de proteinúria significativa baseia-se no uso de inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA), embora seja ocasionalmente ineficaz. Nessa situação, há autores que preconizam a utilização da hidroxiureia (mesmo na ausência dos critérios classicamente definidos). Para conhecimento desta realidade a nível local, com o acordo da Unidade de Hematologia, procedeu-se à recolha dos dados laboratoriais e terapêuticas usadas na população com mais de 7 anos de idade com DCF seguidos naquela Unidade durante o ano de 2011.
Por fim, é apresentada uma proposta de protocolo de actuação clínica para rastreio e terapêutica da nefropatia nesta população e discutida a terapêutica para os casos refractários a IECA, nomeadamente o alargamento de espectro de indicações da hidroxiureia.

Palavras-chave: glomerulopatia, doença de células falciformes, criança, casuística.