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2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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MISTURA EQUIMOLAR DE OXIGÉNIO E PROTÓXIDO DE AZOTO (MEOPA): A EXPERIÊNCIA NA URGÊNCIA PEDIÁTRICA EM PROCEDIMENTOS DOLOROSOS.

João Brissos, Catarina Diamantino, António Marques

Equipa Fixa da Urgência Pediátrica
Hospital Dona Estefãnia
Centro Hospitalar lisboa Central EPE

Reunião da Área da Mulher, Criança e Adolescentes
Lisboa, 5 de Abril de 2016

RESUMO
Nos últimos anos, a importância que finalmente foi dada no controle da dor, medo e ansiedade na criança relacionados com procedimentos diagnósticos e terapêuticos executados nomeadamente no serviço de urgência, levou à necessidade de aplicação de técnicas de avaliação e tratamento da dor por profissionais não anestesiologistas ou intensivistas. Nesse âmbito o pediatra hospitalar deve adquirir preparação teórica e formação técnica adequadas, cujos principais objectivos são: a) garantir a segurança e bem-estar, b) minimizar o desconforto físico e dor, c) controlar a ansiedade, minimizar o trauma psicológico e desenvolver o potencial da amnésia e d) controlar o comportamento e/ou movimento durante a execução do procedimento. A introdução da mistura inalatória equimolar de oxigénio e protóxido de azoto no serviço de urgência em Junho de 2014 foi o primeiro passo para uma política institucional de sedo-analgesia em procedimentos agudos aí realizados. Apresenta-se a experiência adquirida entre 13 de Junho de 2014 e 29 de Fevereiro de 2016, na urgência pediátrica (pediatria médica, ortopedia e cirurgia) com destaque para as indicações, monitorização, reconhecimento de complicações e eficácia da MEOPA. Pretende-se também mobilizar os profissionais de saúde para a necessidade prioritária de alargar o conceito de analgesia e sedação para outras situações e contextos.