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2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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MEDICINA HIPERBÁRICA COMO ADJUVANTE EM PATOLOGIA INFECCIOSA

Mafalda Crisostomo1, Maria João Brito1, Susana Ramos2, Regina Duarte3, Francisco Guerreiro4,5, Catarina Gouveia1

1- Unidade Infecciologia Pediátrica, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE, Lisboa;
2- Unidade de Ortopedia Pediátrica, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE, Lisboa;
3- Unidade Cirurgia Pediátrica, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE, Lisboa;
4 - Centro de Medicina Subaquática e Hiperbárica – Lisboa - Portugal
5 - Centro de Investigação Naval – Lisboa - Portugal

17º Congresso Nacional de Pediatria – Sociedade Portuguesa de Pediatria; 2-4 Novembro 2016 – Centro de Congressos Alfândega do Porto

Introdução: A Oxigenoterapia Hiperbárica (OHB) é uma modalidade terapêutica que consiste na administração de oxigénio a 100%, a uma pressão atmosférica entre 2-3 atmosferas. Nas sessões terapêuticas, os doentes estão dentro de um recipiente de pressão com fins terapêuticos, designado Câmara Hiperbárica. Permite aumentar a fracção de oxigénio no metabolismo celular e outras reacções enzimáticas essenciais na reparação tecidular e resistência às infecções.
Objectivo: Rever a terapêutica hiperbárica em doentes com infecção.
Métodos: Estudo retrospectivo entre Janeiro 2010 e Julho 2016 num hospital nível III, dos doentes com patologia infecciosa, que realizaram terapêutica adjuvante com OHB.
Resultados: Foram incluídos 13 doentes, 54% do sexo masculino, com idade media 9,6 anos (3 meses–17anos). 46% dos doentes eram portadores de doença crónica. As indicações para utilização adjuvante de OHB, foram cicatrização de feridas(n=6), osteomielite refratária(n=4), infecções necrotizantes dos tecidos moles(n=3) e síndrome compartimental(n=2). Todos os doentes foram submetidos a pelo menos um procedimento cirúrgico e pelo menos 77% fizeram terapêutica antimicrobiana. O número médio de sessões foi de 22/doente, sendo a primeira sessão realizada em média ao 28º dia de internamento. Três doentes realizaram OHB no pré-operatório. Todos os doentes evoluíram para a cura excepto um doente que apresentou recorrência meses após o tratamento. Não ocorreram complicações relacionadas com o tratamento hiperbárico.
Comentários: A medicina hiperbárica no combate às infecções parece trazer benefícios quando combinada com o uso de antimicrobianos e/ou tratamento cirúrgico. Os mecanismos que permitem este sinergismo ainda não estão completamente elucidados, sendo necessário mais estudos para a sua caracterização.

Palavras Chave: Oxigenoterapia hiperbárica; Infecção; Sinergismo.