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2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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HIPOSPÁDIAS PROXIMAL: EXPERIÊNCIA DE UMA UNIDADE DE UROLOGIA DE UM HOSPITAL TERCIÁRIO

Pedro Reino Pires, Dinorah Cardoso, Filipe Catela Mota, João Pascoal

 Serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital de Dona Estefânia, CHLC, EPE

- Reunião anual da Sociedade Portuguesa de Cirurgia Pediátrica, Lisboa 11 e 12 de Novembro de 2016 (comunicação oral)

Introdução/Objetivos: a hipospádias é das malformações mais frequentes em pediatria, sendo a sua forma proximal pouco frequente e complexa. Assim e por não ser um tema consensual na literatura, elaborou-se um estudo retrospetivo visando caracterizar a experiência na abordagem cirúrgica da hipospádias proximal de uma unidade de Urologia Pediátrica, num hospital terciário.
Metodologia: reviram-se diários clínicos online de doentes com o diagnóstico de hipospádias submetidos a intervenção cirúrgica de Junho de 2010 a Junho de 2015. Desses foram identificados 40 doentes com o diagnóstico de hipospádias proximal. Onze foram retirados do estudo por informação insuficiente. Dos 29 remanescentes identificaram-se: idade na altura da cirurgia, plano operatório, complicações e sua abordagem, número de cirurgias devido a complicação por cada caso e estado cirúrgico à data da última consulta.
Resultados: 89,7%(n=26) apresentaram idade >18 meses à data de primeira intervenção: 51,7%(n=15) ortoplastia, 31%(n=9) ortoplastia e uretroplastia com meato coronal e 17,2%(n=5) ortoplastia e uretroplastia com meato distal. Registaram-se complicações em 34,5%(n=10) dos casos, sendo as mais frequentes o recurvatum residual (40%) e a deiscência de ferida de uretroplastia (30%). O número de cirurgia devido a complicação por caso foi de: 1 cirurgia 77,8%(n=14), 2 cirurgias 16,7%(n=3), 3 cirurgias 5,6%(n=1). As complicações mais frequentes foram fístula 57,1%(n=8) e deiscência 42,9%(n=6) no segundo tempo operatório e deiscência 28,6%(n=4) e fístula 21,4%(n=3) no terceiro. 24,1%(n=7) aguardam resolução primária e 27,6%(n=8) aguardam resolução de complicação.
Conclusões: as taxas de complicação deste estudo vão de encontro com o descrito na literatura, contudo consideramos ser importante reduzir a morbilidade dos doentes com esta complexidade. A adequada caracterização dos doentes e um estudo prospetivo que compare técnicas utilizadas, poderá ajudar no esclarecimento de qual será melhor abordagem cirúrgica. Salvaguardamos contudo que poder-se-á rever as idades à data da primeira intervenção.

Palavras-chave: urologia pediátrica, hipospádias