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2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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DOENÇA DE WEIL - CASO CLÍNICO

Raquel Costa1; Raquel Ferreira1; Gabriela Pereira1; Catarina Gouveia2; Bruno Mendes Simões3; Margarida Santos1

1 - Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos. Área da Mulher, Criança e Adolescente, Hospital de Dona Esteffania, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE, Lisboa
2 - Unidade de Infecciologia Pediátrica. Área da Mulher, Criança e Adolescente, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE, Lisboa
3 - Serviço de Pediatria, Hospital de Beja, Beja

17º Congresso Nacional de Pediatria (poster com discussão)

Resumo:
Introdução: Leptospirose é uma zoonose frequente em Portugal. Apresenta um espectro clínico amplo, habitualmente benigno, contudo numa minoria manifesta-se na sua forma grave. conhecida como doença de Weil.
Descrição de caso: Sexo masculino, 14 anos, aparentemente saudável até 5 dias antes do internamento, quando inicia febre, diarreia e vómitos. Recorreu ao Serviço de Urgência por mau estado geral, icterícia e dor intensa na região gemelar. Documentada trombocitopenia, insuficiência renal aguda (IRA), hiperbilirrubinémia, elevação dos marcadores de lesão hepática e rabdomiólise. Transferido para a Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos (UCIP). Epidemiologia: contacto com ratos e estadia no campo na semana anterior. À admissão: icterícia marcada, desidratação, oligoanúria e hipotensào. Agravamento inicial da hiperbilinubinemia, função renal, rabdomiólise e marcadores de lesão hepática. Anemia hemolítica imune, sem necessidade de suporte transfusional. Sem hepatoesplenomegalia, adenomegalias ou discrasia hemorrágica. Estabilização e melhoria progressiva com ressuscitação de volume, aporte hídrico elevado, furosemido e vitamina K; necessidade de inotrópico (dopamina Dl-5); medicado em D1 com doxiciclina (14 dias) e penicilina (12 dias). Não foram documentadas complicações respiratórias ou envolvimento cardíaco. Transferido estável para a Unidade de Infecciologia. Investigação: Leptospira interrogans, serogrupo Pomona. Alta para o domicilio em D16 assintomático.
Comentários / Conclusões: Apresentamos um caso de doença de Weil com 2 fatores de mau prognóstico: IRA e hipotensão. A evolução benigna foi conseguida pela estabilização inicial assim como pelo controlo da doença que dependeu do rápido diagnóstico e tratamento adequado.

Palavras Chave: Leptospira; doença de Weil; Unidade de Cuidados Intensivos.