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2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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EXERCÍCIO/DESPORTO NA CRIANÇA COM DOENÇA RESPIRATÓRIA CRÓNICA

Mafalda Pires, Rita Cardoso Francisco, Ana Soudo, Vitor Lourenço.

Medicina Física e de Reabilitação, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar Lisboa Central, E.P.E.

- Reunião da Secção de Pneumologia Pediátrica da Sociedade Portuguesa de Pediatria, 2012; Comunicação oral.
- Sessão clínica multiprofissional do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital Dona Estefânia.

Introdução: Nas doenças respiratórias crónicas (DRC) verifica-se a médio/longo prazo, uma menor tolerância ao esforço.
O papel da Reabilitação na integração do doente na comunidade e na sua participação na mesma, está bem estudado e é realizado a larga escala nos adultos.

Objectivos: Sistematizar o método de reabilitação ao esforço respiratório em doentes pediátricos, como actividade científica e formal. Particularizar na Asma e na Fibrose Quística.

Métodos: Procedeu-se a pesquisa bibliográfica de publicações dos últimos 5 anos, em motores de busca da Internet: Google académico; PubMed.

Resultados: Crianças com DRC podem ter a sua actividade reduzida por limitação da função pulmonar apenas nos casos mais graves. Nos casos ligeiros-moderados, há que considerar a auto/hetero imposição de diminuição da actividade física; espiral descendente de actividade/capacidade de tolerância ao esforço.
A avaliação formal permite determinar a etiologia da diminuição da capacidade de tolerância ao esforço, a gravidade da doença e seu prognóstico, bem como auxiliar na prescrição e avaliação dos tratamentos.
A Prova de esforço cardiopulmonar incremental é o gold standard da avaliação da resposta aeróbica ao exercício.
Existem igualmente testes de avaliação funcional submáximos.
Em relação à asma existe evidência de que a actividade física regular é benéfica, sendo que o treino ao esforço: aumenta a capacidade aeróbica, melhora a coordenação neuromuscular e aumenta a auto-confiança. O exercício de elevada intensidade pode despoletar broncospasmo induzido pelo esforço (BIE) ao aumentar a frequência respiratória e as perdas de água/calor com diminuição do volume expiratório forçado no 1º segundo (FEV1).
Na fibrose quística verifica-se uma correlação positiva entre exercício, capacidade aeróbia e sobrevida quer através de treino ao esforço dirigido quer de treino em actividades de vida diária.
Conclusões: A evidência actual do papel da reabilitação das doenças pulmonares crónicas é de que melhora a capacidade aeróbia e a tolerância ao esforço, aumenta a clearance de muco, melhora a percentagem de massa magra, força muscular e o FEV1.
O treino terapêutico/orientado é o mais benéfico. Deve existir uma avaliação formal prévia e monitorização de resultados.

Palavras-chave: doença respiratória crónica, criança, exercício, desporto.